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Um para cada é uma armadilha

É a primeira coisa que todos os casais experimentam, porque parece justo. Tu ficas com aquele bebé, eu fico com este. Depois o primeiro gémeo acorda, e acordam os dois. A seguir é o segundo, e acordam os dois outra vez. No fim da noite, cada um foi acordado cinco vezes e nenhum dormiu mais de noventa minutos seguidos.

Dividir por bebé divide a responsabilidade. Não divide o sono.

Dividir por horas divide o sono

Um de vocês fica de serviço desde a hora de deitar até meio da noite, com os dois bebés, aconteça o que acontecer. O outro está mesmo de folga: noutro quarto, se o tiverem, porta fechada, telemóvel virado para baixo. Depois trocam. Cada um fica com um bloco que nada interrompe.

O total de horas quase não muda. O que muda é que as horas vêm de uma só vez, e é isso que conta, porque as fases reparadoras do sono vêm mais para o fim de cada ciclo e um despertar manda-te de volta ao início.

Para resultar mesmo

Quem está de folga tem de estar de folga a sério. Se estiverem no mesmo quarto, acordas com cada barulho, te levantes ou não, e o turno não serviu de nada. É a razão mais comum para os casais experimentarem isto, não se sentirem melhor e voltarem ao um para cada.

Se um de vocês está a amamentar, ponham essa pessoa no primeiro turno e mandem-na cedo para a cama, para o bloco dela começar antes do primeiro despertar dos bebés. Um biberão de leite extraído ou de leite adaptado no outro turno é normalmente o que torna possível um bloco a sério.

E vão trocando quem fica com cada metade. O segundo turno acaba com o dia a começar, o que o torna o mais difícil, por isso alterná-lo é mais justo do que fixá-lo.

Onde entra a app

É na passagem de turno que isto costuma falhar: quem entra precisa de saber quem comeu, quanto e quando, e às 3 da manhã ninguém quer explicar nada. O Multibaby deixa-vos registar a partir do telemóvel de cada um no mesmo registo, por isso a troca de turno é uma olhadela ao ecrã e não uma conversa ensonada de que nenhum dos dois se vai lembrar.